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Acusado de duplo homicídio é condenado a 26 anos de reclusão
SÃO LUÍS
O 2º Tribunal do Júri de São Luís condenou, a 26 anos de reclusão, Paulo Roberto Ferreira Cantanhede, pelo assassinato de Isis de Jesus Rabelo Amorim e Yan Gabriel Soares Ramos. O homem foi morto no dia 02 de outubro de 2023, em um bar na feira do João Paulo. Antes, no bairro Anil, o denunciado e a vítima assassinaram Isis de Jesus Rabelo Amorim.
O julgamento, na última sexta-feira (5/12), no Fórum Des. Sarney Costa (Calhau), foi presidido pelo juiz Clésio Coelho Cunha, titular da 2ª Vara do Tribunal do Júri de São Luís. Atuou na acusação o promotor de justiça Raimundo Benedito Barros Pinto e na defesa, o advogado Jônatas Aguiar.
Durante a sessão de júri, foram ouvidas cinco testemunhas e interrogado o acusado que negou ser o autor dos assassinatos. Pela morte de Isis de Jesus Rabelo Amorim, o réu foi condenado por homicídio, com as qualificadoras de feminicídio e uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima; e por homicídio com as qualificadoras de recurso que impossibilitou a defesa da vítima e para assegurar a ocultação do outro crime, em relação a Yan Gabriel Soares Ramos.
Nos autos consta depoimento de uma testemunha afirmando que o réu contou ter assassinado Isis de Jesus Rabelo Amorim. Outra testemunha disse ter visto, pela manhã, um veículo parado próximo a um matagal no bairro Anil, e avistou uma mulher do lado de fora do carro, em frente à porta traseira do lado direito, discutindo e brigando com um indivíduo que estava no interior do automóvel; que deu para observar que o homem dentro do veículo empurrava a mulher e a porta do carro com os pés; e, em ato contínuo, esse indivíduo saiu rapidamente do veículo e disparou em direção à mulher, atingindo na região das costas.
No mesmo dia, segundo outra testemunha, por volta das 11h, dois homens, que seriam Yan Gabriel Soares Ramos (vítima) e Paulo Roberto Ferreira Cantanhede (réu), chegaram ao bar na feira do João Paulo. A testemunha contou que foi ao banheiro e, nesse momento, ouviu disparo de arma de fogo. Afirmou, ainda, que houve um tumulto e avistou um dos homens (Yan Gabriel Soares), já sem vida na cadeira do bar, e que não viu mais o rapaz que chegara com ele ao local, mas ouviu de terceiros que, após os disparos, ele saiu do local caminhando normalmente.
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