Câncer de Mama

 

Introdução

 

O câncer se caracteriza por um crescimento rápido e desordenado de células até se tornarem uma tumoração agressiva e incontrolável, podendo-se espalhar para outras partes do corpo humano. O câncer de mama é o que mais leva as brasileiras à morte, segundo informações do Instituto Nacional de Câncer (INCA). De acordo com estimativas realizadas em 2014 e 2015, em 2016 haverá uma previsão de formação de 57.120 novos tumores de mama no Brasil (Instituto Nacional de Câncer, 2015).

Após os 35 anos, a incidência de câncer cresce rápida e progressivamente. Ainda é importante lembrar que nem todo tumor de mama é maligno. A maioria é benigno, porém isso só pode ser comprovado após exames médicos. Os homens também podem ser afetas, embora em menor proporção.

Quando detectado na fase inicial, a chance de cura é maior, chegando até a 95%. Por isso, é aconselhável que se faça uma mamografia por ano a partir dos 40 anos.

 

 

Sintomas


O sintoma mais comum de câncer de mama é o aparecimento de um nódulo. Os nódulos em geral duros e irregulares têm grande chance de ser malignos. Há, porém, alguns tumores macios e arredondados. Outros sintomas associados são: inchaço em parte do seio, alterações de pele que se parecem coma casca da laranja, dor que pode incluir vermelhidão ou descamação da pele do mamilo, saída de secreção do mamilo ou da pele.

 

 

Fatores de risco

Os principais fatores de risco para o câncer de mama são:

 

- Sexo feminino;

- História familiar de câncer de mama na família;

- Idade entre 40 e 69 anos, sendo que a partir dos 50 anos o risco entra em uma curva ascendente;

- Menstruação precoce (entre 9 e 10 anos), pois os ovários iniciaram a produção de hormônios muito precocemente e o organismo passará mais tempo exposto à ação dos mesmos ao longo da vida;

- Menopausa tardia. Enquanto a menstrução não cessa, os ovários continuam a produzir estrógenos e as glândulas mamárias ficarão mais sujeitas ao crescimento celular desordenado;

- Reposição hormonal. Na menopausa, os tecidoos ficam muito sensíveis à ação desse hormônio, visto que estão sendo produzidos naturalmente em escala muito baixa pelo corpo da mulher;

- Colesterol alto. Esta é a matéria prima básica para a fabricação do estrógeno no corpo humano. Em níveis elevados, a quantidade de hormônios pode aumentar, aumentando o risco de câncer de mama;

- Obesidade. A partir da menopausa o tecido gorduroso passa a atuar como uma nova fábrica de hormônios que, sob a ação de algumas enzimas, a gordura armazenada nas mamas é convertida em estrógeno. A redução de 5 % do peso já cortaria pela metade esse risco;

- Ausência de gravidez. Quando a mulher amamenta, ela estimula as glândulas mamárias e diminuía quantidade de hormônios em sua corrente sanguínea;

- Lesão de risco. Já ter apresentado algum tipo de alteração na mama anteriormente, mesmo não relacionada ao câncer;

- Tumor de mama anterior. Pessoas que já tiveram câncer de mama, tem mais chances de apresentar outro tumor.


 

Detecção precoce e prevenção

 

A melhor maneira é detectar precocemente, realizando o autoexame das mamas mensalmente, pelo menos uma semana após o período menstrual. Uma outra forma de detecção precoce é a realização da mamografia, pois garante um diagnóstico precoce e eleva as taxas de cura.

Aconselha-se ainda:

  1. Realização de exercícios físicos, pois reduzem os níveis de estrogênios, diminui o estresse e ajuda no controle do peso;

  2. Amamentação. Mulheres que amamentam seus filhos por pelo menos seis meses diminuem as chances de desenvolverem câncer de mama;

  3. Dieta balanceada. Ajuda no controle do peso e na prevenção de doenças crônicas;

  4. Diminuição do estresse. Rotina muito agitada e estressante aumentam o risco, se associados a outros fatores de risco.

  5. Diminuição da ingestão de álcool. Os principais mecanismos de desenvolvimento da doença ainda são desconhecidos, mas sabe-se que influencia as vias de sinalização do estrógeno;

  6. Controle de peso. Sob a ação de algumas enzimas, a gordura armazenada nas mamas é convertida em estrógeno, o que aumentaria as chances de desenvolver a doença.

De uma forma geral, procure fazer seu check-up médico anual. Procure seu médico. Não deixe pra depois a prevenção que você pode fazer hoje.