Os desembargadores Froz Sobrinho (presidente do TJMA) e Ricardo Duailibe (presidente eleito do TJMA ), participaram, com autoridades do sistema de Justiça, na manhã desta terça-feira (10/3), de encontro realizado no Salão Nobre do Supremo Tribunal Federal (STF).

Foi a segunda reunião entre presidentes e representantes de tribunais convocada pelo presidente do STF e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, para discutir desafios institucionais e perspectivas para a magistratura. A primeira ocorreu em outubro de 2025.
“Precisamos começar a construir o futuro do Judiciário agora, com o nosso exemplo. Não podemos ficar indiferentes às demandas por ética e por transparência que vêm da sociedade”, destacou o presidente do STF, durante discurso de abertura da reunião.
Entre os presentes, estiveram o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Herman Benjamin, o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, o ministro do Superior Tribunal Militar (STM), Artur Vidigal de Oliveira, e o corregedor nacional de Justiça, Mauro Campbell.
Em suas intervenções, os participantes destacaram a importância do diálogo institucional, da cooperação entre tribunais e da preservação da credibilidade do Poder Judiciário.
CORREGEDORIA
O corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell, enfatizou a importância da liderança institucional em momentos de desafios para o Judiciário e elogiou a condução do ministro Edson Fachin à frente do Supremo e do CNJ.
Campbell também defendeu maior integração entre os tribunais e dirigentes da magistratura. Segundo ele, o Judiciário não pode funcionar como estruturas isoladas.
“Nós não formamos um arquipélago, somos um continente”, disse ao observar que a atuação conjunta das instituições é essencial para manter a credibilidade e o respeito da sociedade.
STJ
O presidente do STJ, ministro Herman Benjamin, mencionou desafios estruturais enfrentados pelo Judiciário, como a confiança pública, a governança institucional e as discussões sobre o regime remuneratório da magistratura.
Benjamin também observou que, diferentemente de outros Poderes, os magistrados não possuem mandato popular e ressaltou que a legitimidade do Judiciário depende de sua imagem e de seu trabalho perante a sociedade. Ao final, manifestou confiança na capacidade de o Judiciário brasileiro enfrentar seus desafios e fortalecer suas instituições.
COOPERAÇÃO TÉCNICA

Durante o encontro, os presidentes dos tribunais, dentre eles, o desembargador Froz Sobrinho, assinaram um Instrumento de Cooperação Técnica do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que tem por objeto fortalecer a articulação institucional entre o Conselho Nacional de Justiça e os Tribunais de Justiça dos Estados e do Distrito Federal, promovendo o alinhamento e o aprimoramento contínuo das ações necessárias à implementação das finalidades do Fundo de Modernização do Conselho Nacional de Justiça (FMCNJ).
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Com informações do site do Supremo Tribunal Federal