A desembargadora Graça Soares Amorim, do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), participou como palestrante do II Global Forum of Women in Law (GFOWL), realizado de 3 a 7 de março de 2026, na Southeast Missouri State University, em Cape Girardeau, nos Estados Unidos (EUA).
O encontro reuniu juristas de diversos países para debater o papel das mulheres na construção de um sistema de justiça mais inovador e conectado às novas tecnologias. Entre os principais temas abordados estiveram a gestão organizacional no Judiciário, a liderança ética e as perspectivas internacionais do Direito.
A iniciativa foi organizada pela Newman Educational e pela Southeast Missouri State University, em parceria com o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) e o Instituto Federal do Amapá (IFAP).

UMA TRAJETÓRIA NA JUSTIÇA RUMO AO FUTURO DIGITAL E INCLUSIVO
No dia 3 de março, a magistrada Graça Amorim apresentou a palestra “Uma trajetória na Justiça rumo ao futuro digital e inclusivo”, na qual destacou a transformação do Judiciário nas últimas décadas, com a transição dos processos físicos para o ambiente digital e o avanço de ferramentas tecnológicas que ampliam a eficiência e a transparência da Justiça.
Durante a apresentação, Graça Amorim também ressaltou a importância da presença feminina nos espaços de decisão e no desenvolvimento de tecnologias.
Na oportunidade, a magistrada ainda apresentou relevantes iniciativas do Maranhão sob sua coordenadoria e voltadas à ampliação do acesso à justiça, como o protejo PopRuaJud, que atende a população em situação de rua e de vulnerabilidade social, além de projetos de justiça restaurativa.

Ao final, a desembargadora destacou que o avanço do sistema de justiça não se resume à adoção de novas tecnologias, mas também à necessidade de ampliar a participação das mulheres nos espaços de decisão e no desenvolvimento dessas ferramentas.
“O caminho para um sistema de justiça verdadeiramente avançado não é apenas sobre adotar novas tecnologias. É sobre garantir que as mulheres estejam à mesa, projetando essas tecnologias, é sobre derrubar barreiras estruturais e usar essas ferramentas para promover dignidade, autonomia e justiça para todos, especialmente para aqueles que foram historicamente deixados para trás”, concluiu.

Agência TJMA de Notícias
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