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Iniciativa do Nejur leva Justiça Restaurativa à população LGBTQIA+ privada de liberdade

Projeto SER será desenvolvido na Unidade Prisional São Luís II (UPSL 2) 

Publicado em 28 de Ago de 2026, 13h20. Atualizado em 28 de Ago de 2026, 14h01
Por Ascom/TJMA

O Núcleo Estadual de Justiça Restaurativa (Nejur) do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) lançou, no dia 26 de agosto, o projeto SER - Sentir, Existir e Restaurar: Justiça Restaurativa e Círculos de Construção de Paz para a População LGBTQIA+ da Unidade Prisional São Luís II (UPSL 2).

A iniciativa é desenvolvida em parceria com a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP), o Comitê da Diversidade do TJMA e facilitadores de Justiça Restaurativa que contribuíram para a elaboração do projeto.

O projeto tem como público-alvo pessoas privadas de liberdade pertencentes à população LGBTQIA+ custodiadas na UPSL 2, com alcance estimado de aproximadamente 86 participantes.

Grupo de pessoas privadas de liberdade, usando uniformes nas cores laranja e rosa, está sentado em cadeiras plásticas durante a atividade. Algumas pessoas seguram folhas de papel. Ao fundo, há janelas e portas azuis, ventiladores, caixas de som e decoração com balões coloridos. Os rostos dos participantes estão desfocados.

A proposta utiliza princípios e práticas da Justiça Restaurativa, especialmente os Círculos de Construção de Paz, para promover espaços de escuta, diálogo, reflexão, fortalecimento de vínculos e reconhecimento de direitos.

Durante o lançamento, estiveram presentes a presidente do Nejur, desembargadora Maria da Graça Peres Soares Amorim, e a coordenadora do Nejur/TJMA, juíza Larissa Rodrigues Tupinambá Castro. Também participaram a juíza e facilitadora Leoneide Amorim, a coordenadora administrativa do Nejur, Lígia Fernanda Abreu Pestana, e a estagiária Maria Clara Mendes.

Representando a parceria entre o TJMA e a SEAP, participaram o diretor-geral Marlon Patrense Lobão do Bonfim, o diretor de Segurança, Denio Medeiros Costa, o Controlador de Gestão Prisional, Alfranio Martins Feitosa, e a gestora de Modernização Institucional, Monica Maria de Farias Barros.

DIÁLOGO E PARTICIPAÇÃO

A programação de lançamento contou com a apresentação dos objetivos do projeto e com o convite aos participantes para integrarem a etapa prática da iniciativa, que será desenvolvida por meio dos Círculos de Construção de Paz.

A elaboração do projeto contou com a participação dos facilitadores de Justiça Restaurativa, que contribuíram para a construção da proposta a partir das vivências e necessidades identificadas no contexto da unidade prisional.

A metodologia busca proporcionar espaços de escuta e diálogo, nos quais os participantes possam compartilhar experiências, refletir sobre suas trajetórias e fortalecer recursos individuais e coletivos para a construção de novos caminhos.

Pessoa de costas, usando camiseta rosa com a palavra

Entre os objetivos do projeto estão o fortalecimento da identidade, da autoestima, da autoaceitação e do protagonismo da população LGBTQIA+ privada de liberdade, além do estímulo à construção de projetos de vida. A iniciativa também busca contribuir para o desenvolvimento de competências socioemocionais, o fortalecimento de vínculos e a promoção da Cultura de Paz no ambiente prisional.

JUSTIÇA RESTAURATIVA E INCLUSÃO SOCIAL

O projeto SER está alinhado às diretrizes do Plano Nacional Pena Justa, instituído pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Nesse contexto, a iniciativa dialoga com ações voltadas à humanização da execução penal, à valorização da dignidade das pessoas privadas de liberdade, à prevenção da violência institucional, à reintegração social e ao fortalecimento de políticas de inclusão para grupos em situação de vulnerabilidade.

Participantes da atividade, usando uniformes nas cores laranja e rosa, estão sentados em cadeiras e levantam as mãos durante uma dinâmica. Os rostos estão desfocados. Ao fundo, há um mural com uma paisagem de montanhas, árvores e rio, além de janelas e portas azuis e decoração com balões coloridos.

Além das atividades desenvolvidas nos círculos, o projeto pretende contribuir para o reconhecimento e o acesso a direitos fundamentais que favoreçam a reintegração social, incluindo educação, documentação civil compatível com a identidade de gênero, qualificação profissional e oportunidades de inclusão social e laboral.

Outro aspecto da iniciativa é a participação de pessoas privadas de liberdade como facilitadores de Justiça Restaurativa. A atuação contribui para ampliar o protagonismo e a corresponsabilidade dos participantes na construção de ambientes mais dialógicos e respeitosos dentro da unidade prisional.

Com o projeto SER, o Nejur amplia a atuação da Justiça Restaurativa no sistema prisional maranhense e reforça o compromisso do TJMA com práticas voltadas à escuta, à dignidade humana, à inclusão e à construção coletiva de uma convivência mais respeitosa e pacífica.


Agência TJMA de Notícias

asscom@tjma.jus.br

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