A Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Tribunal de Justiça do Maranhão (Cemulher/TJMA), em parceria com a Escola Superior da Magistratura do Maranhão (ESMAM), realizou, nos dias 28 e 29 de maio, na Comarca de Esperantinópolis, o curso “Como trabalhar com homens em contextos de violência doméstica e familiar: noções para desenvolver o trabalho com grupos reflexivos”.
Participaram da formação profissionais de diferentes instituições que integram a rede de atendimento e proteção da região, incluindo órgãos do sistema de justiça (Judiciário, Ministério Público e Defensoria Pública), além de representantes do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), das áreas de Educação e Saúde, universitários(as) e profissionais dos municípios de São Roberto e São Raimundo do Doca Bezerra, termos judiciários de Esperantinópolis.

O curso foi ministrado pela psicóloga Edla Ferreira e pelo psicólogo Raimundo Pereira Filho, certificados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam) como formadores(as) e facilitadores(as) de grupos reflexivos.
A programação utilizou metodologias ativas, dinâmicas simuladas e atividades práticas, estimulando o diálogo, a construção coletiva de conhecimentos e a aproximação com o trabalho de facilitação em grupos. As discussões abordaram o processo grupal, os modelos de intervenção e a metodologia reflexiva, ferramentas essenciais para promover mudanças de comportamento e a responsabilização dos participantes.

O curso atendeu à solicitação da juíza titular da Comarca de Esperantinópolis, Lorena Santos Costa Plácido, com o objetivo de qualificar os profissionais da rede local para a implementação dos grupos reflexivos no município, considerando a expressiva demanda de processos relacionados à violência doméstica e familiar e os casos de reincidência observados na região.
"Esta nova etapa em Esperantinópolis, direcionada aos facilitadores, mostrou-se fundamental para que possamos, o mais breve possível, implantar os grupos reflexivos na comarca. Essa iniciativa será de suma importância para o enfrentamento da violência doméstica, a qual tem um número significativo na região”, destacou a magistrada.
O trabalho com homens em contextos de violência doméstica constitui uma ação preventiva e inovadora, que busca romper ciclos de violência por meio da reflexão, da responsabilização e da promoção de mudanças de comportamento.

A iniciativa está alinhada à Recomendação nº 124/2022 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e à Portaria Conjunta nº 16, de 25 de junho de 2024, que regulamenta a implantação e a manutenção do programa “Grupos Reflexivos com Homens Autores de Violência Doméstica e Familiar contra as Mulheres” no âmbito do Poder Judiciário do Maranhão, como política de enfrentamento à violência contra as mulheres.
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