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CNJ convida tribunais a responderem pesquisa que vai embasar Política de Cuidados no Judiciário

Publicado em 28 de Fev de 2026, 11h00. Atualizado em 27 de Fev de 2026, 6h39
Por Agência CNJ de Notícias

Reconhecendo que o trabalho de cuidado sustenta a vida e impacta diretamente o acesso a direitos, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) iniciou pesquisa para subsidiar uma proposta de ato normativo voltado à criação e à regulamentação da Política de Cuidados no Poder Judiciário. A iniciativa é conduzida pelo Grupo de Trabalho de Cuidados (GT de Cuidados), instituído pela Portaria n. 379/2025.

Encaminhada a todos os tribunais e seções judiciárias do país, a pesquisa vai mapear estruturas de governança, programas, normativos internos, planejamento, recursos orçamentários e desafios relacionados à agenda de cuidados. A participação das instituições é considerada estratégica para que a futura política reflita as diferentes realidades do Judiciário brasileiro.

Cada tribunal ou seção judiciária deve enviar uma única resposta até 23 de março. As orientações para o preenchimento do formulário constam nos ofícios encaminhados via SEI. A pesquisa conta com o apoio técnico do Programa Justiça Plural, uma iniciativa de cooperação internacional entre o CNJ e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

Os dados coletados, somados às demais frentes de atuação do GT, vão embasar a formulação de uma política institucional voltada à corresponsabilização social, à equidade e ao bem-estar no Judiciário. Nas próximas semanas, será iniciada uma nova pesquisa destinada à compreensão das necessidades e das prioridades de cuidados por parte de magistradas, magistrados, servidoras, servidores, trabalhadoras e trabalhadores terceirizados do Poder Judiciário.

GT DE CUIDADOS

Criado em outubro de 2025, o grupo reúne juízas e juízes auxiliares do CNJ, magistradas e magistrados, especialistas, pesquisadoras e pesquisadores, além de representantes do Judiciário, do Executivo e da sociedade civil com experiência na implementação de políticas de cuidado. O trabalho está alinhado à Lei n. 15.069/2024, que instituiu a Política Nacional de Cuidados, e foi regulamentada pelo Decreto n. 12.562/2025, que também dialoga com o entendimento firmado no Parecer Consultivo n. 31/2025 da Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), que reconhece o cuidado como direito humano autônomo.

De acordo com juíza auxiliar da Presidência do CNJ e coordenadora-executiva substituta do Grupo, Camila Pullin, o GT atua sob a perspectiva dos 3 Rs para reconhecer, reduzir e redistribuir as responsabilidades pelo cuidado, uma das estruturas difundidas pela Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o tema. “Os trabalhos também preveem o levantamento de experiências nacionais e internacionais, a definição de diretrizes e instrumentos da nova política e a proposição de mecanismos de apoio a pessoas com responsabilidades de cuidado no âmbito do Judiciário”, explica.

Agência CNJ de Notícias

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