O Núcleo Estadual de Justiça Restaurativa (Nejur) recebeu, nas últimas semanas, os participantes do Curso de Justiça Restaurativa e Círculos de Construção de Paz para a realização das práticas restaurativas supervisionadas. A ação integra as atividades de estágio do obrigatório, última etapa do curso, que possui carga horária total de 100 horas.
As atividades integram o processo formativo e contam com supervisão do Nejur, assegurando o alinhamento à metodologia e aos princípios da Justiça Restaurativa.
Durante o período de estágio, foram realizados círculos de diferentes níveis de complexidade, incluindo voltados ao fortalecimento de vínculos, escuta e prevenção de conflitos, bem como círculos mais complexos, envolvendo situações sensíveis, demandas emocionais intensas e contextos que exigem maior preparo técnico dos facilitadores e facilitadoras. A diversidade das experiências tem contribuído para o aprimoramento prático dos participantes e fortalecimento da atuação restaurativa no âmbito institucional.

O curso é ofertado pelo Nejur e pela Escola Superior da Magistratura do Estado do Maranhão (Esmam), em parceria com o Instituto Terre des Hommes, fortalecendo a política institucional de disseminação da cultura de paz no âmbito do Poder Judiciário maranhense.
A formação conta com a participação de juízes e juízas, reforçando o compromisso da magistratura com a consolidação das práticas restaurativas e a promoção de soluções dialogadas e humanizadas para os conflitos.
Para o titular do Juizado Especial Cível e Criminal de Pinheiro, juiz Carlos Alberto Matos Brito, a vivência prática é fundamental para a efetividade da Justiça Restaurativa.
“A participação nos círculos, especialmente em contextos de diferentes níveis de complexidade, amplia nossa compreensão sobre o potencial transformador da escuta qualificada, do diálogo e da corresponsabilização”, afirmou.
A juíza titular da 1ª Vara de Pinheiro, Arianna Rodrigues de Carvalho Saraiva, também ressaltou a importância da formação e do estágio supervisionado.
“A experiência prática nos círculos permite vivenciar, na prática, os valores da Justiça Restaurativa. É um aprendizado que contribui não apenas para a atuação profissional, mas também para a construção de uma cultura institucional mais empática, colaborativa e voltada para a pacificação social”, disse.

Agência TJMA de Notícias
ascom@tjma.jus.br
998) 2025 2026