Poder Judiciário/Mídias/Notícias

Nejur capacita facilitadores em práticas de Círculos de Construção de Paz

As atividades do Curso de Justiça Restaurativa e Círculos de Construção de Paz reafirmam a promoção de soluções humanizadas para conflitos

Publicado em 19 de Fev de 2026, 8h44. Atualizado em 19 de Fev de 2026, 9h03
Por Ascom/TJMA

O Núcleo Estadual de Justiça Restaurativa (Nejur) recebeu, nas últimas semanas, os participantes do Curso de Justiça Restaurativa e Círculos de Construção de Paz para a realização das práticas restaurativas supervisionadas. A ação integra as atividades de estágio do obrigatório, última etapa do curso, que possui carga horária total de 100 horas.

As atividades integram o processo formativo e contam com supervisão  do Nejur, assegurando o alinhamento à metodologia e aos princípios da Justiça Restaurativa.

Durante o período de estágio, foram realizados círculos de diferentes níveis de complexidade, incluindo voltados ao fortalecimento de vínculos, escuta e prevenção de conflitos, bem como círculos mais complexos, envolvendo situações sensíveis, demandas emocionais intensas e contextos que exigem maior preparo técnico dos facilitadores e facilitadoras. A diversidade das experiências tem contribuído para o aprimoramento prático dos participantes e fortalecimento da atuação restaurativa no âmbito institucional.

Foto tirada de cima mostrando as mãos de diversos participantes estendidas em direção ao centro, formando um círculo. Abaixo delas, sobre um tapete de crochê, há cartões com emojis divertidos e materiais de oficina. A composição simboliza união, trabalho em equipe e o fechamento de um acordo ou atividade.

O curso é ofertado pelo Nejur e pela Escola Superior da Magistratura do Estado do Maranhão (Esmam), em parceria com o Instituto Terre des Hommes, fortalecendo a política institucional de disseminação da cultura de paz no âmbito do Poder Judiciário maranhense.

A formação conta com a participação de juízes e juízas, reforçando o compromisso da magistratura com a consolidação das práticas restaurativas e a promoção de soluções dialogadas e humanizadas para os conflitos.

Para o titular do Juizado Especial Cível e Criminal de Pinheiro, juiz Carlos Alberto Matos Brito, a vivência prática é fundamental para a efetividade da Justiça Restaurativa.

“A participação nos círculos, especialmente em contextos de diferentes níveis de complexidade, amplia nossa compreensão sobre o potencial transformador da escuta qualificada, do diálogo e da corresponsabilização”, afirmou.

A juíza  titular da 1ª Vara de Pinheiro, Arianna Rodrigues de Carvalho Saraiva, também ressaltou a importância da formação e do estágio supervisionado.

“A experiência prática nos círculos permite vivenciar, na prática, os valores da Justiça Restaurativa. É um aprendizado que contribui não apenas para a atuação profissional, mas também para a construção de uma cultura institucional mais empática, colaborativa e voltada para a pacificação social”, disse.

Nove pessoas estão sentadas em círculo em cadeiras pretas, praticando a escuta ativa. No centro da roda, há um tapete com materiais pedagógicos. Ao fundo, banners com os dizeres "Plantando valores na escola" e "Educação para a Paz" confirmam que se trata de uma dinâmica de Justiça Restaurativa.

 

Agência TJMA de Notícias
ascom@tjma.jus.br
998) 2025 2026

GALERIA DE FOTOS