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TJMA reúne magistrados e servidores para discutir metas nacionais do Judiciário para 2027

Encontro organizado pela Coace fortaleceu a gestão participativa e reuniu contribuições para a Proposta Inicial de Metas (PIME)

Publicado em 9 de Jul de 2026, 12h20. Atualizado em 9 de Jul de 2026, 12h24
Por Danielle Limeira

O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), por meio da Coordenadoria de Acompanhamento e Controle da Estratégia (Coace), realizou, nesta quinta-feira (9/7), a Reunião Técnica "Gestão Participativa para Construção das Metas Nacionais para 2027".  O encontro ocorreu de forma virtual, com transmissão pelo canal da Escola Superior da Magistratura do Maranhão (Esmam) no YouTube, reunindo magistrados e servidores para debater e apresentar sugestões à Proposta Inicial de Metas (PIME) do Poder Judiciário para 2027.

De acordo com o acompanhamento de frequência em tempo real, o encontro registrou a presença de 641 participantes, sendo 58 magistrados e magistradas e 583 servidores e servidoras, reforçando o engajamento institucional na construção colaborativa das metas nacionais que orientarão a atuação do Poder Judiciário em 2027. A iniciativa integra os critérios do Prêmio CNJ de Qualidade e fortalece o compromisso do TJMA com a gestão participativa.

A abertura do evento foi conduzida pela presidente da Coordenadoria de Acompanhamento e Controle da Estratégia, desembargadora Sônia Amaral, que destacou a evolução do planejamento estratégico no Tribunal de Justiça do Maranhão ao longo dos últimos anos e a importância da construção coletiva das metas institucionais.

Em sua fala, a desembargadora relembrou o início da implantação da cultura do planejamento no TJMA, ressaltando os avanços alcançados desde então.

Eu tive o prazer e a honra de participar desde o início, em 2008, quando buscamos construir uma gestão planejada no Tribunal de Justiça, para garantirmos uma prestação jurisdicional mais adequada, em tempo e duração razoável. Percebo agora que aquele caminhar difícil no início, fez com que surgisse uma árvore com muitos frutos", afirmou Sônia Amaral.

Segundo ela, a participação de todos é essencial para que as metas reflitam a realidade do Judiciário e possam ser efetivamente alcançadas. "Não dá mais — e, na verdade, nunca deu — para pensar em planejamento sem a participação daqueles que estão à frente da estrutura responsável pelo cumprimento das metas, que são os tribunais", destacou.

A desembargadora também observou que a gestão estratégica deixou de ser apenas um instrumento de administração para se consolidar como parte da identidade institucional do Tribunal. "O planejamento estratégico do Tribunal é uma realidade e já está incorporado à cultura desta instituição", concluiu.

Na reunião, foram apresentados os fundamentos que orientam o processo de formulação das metas nacionais, além das etapas de elaboração da Proposta Inicial de Metas (PIME). Os participantes também puderam apresentar sugestões e contribuições para subsidiar a construção das metas que serão encaminhadas ao CNJ.

O juiz de Planejamento e Gestão Estratégica, Márcio Brandão, reforçou a importância do envolvimento coletivo na construção das metas nacionais e destacou que a participação dos magistrados e servidores fortalece o diálogo com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e contribui para a formulação de soluções mais aderentes à realidade do Judiciário.

A participação de todos é fundamental para que possamos mostrar ao CNJ que nós, que estamos mais perto do problema, somos os mais indicados para apresentar as soluções”, afirmou Márcio Brandão.

O magistrado também ressaltou que a eficiência institucional depende da construção compartilhada das estratégias e metas do Tribunal. “Sem a participação coletiva não se pode imaginar eficiência no Poder Judiciário.”

Representando a Corregedoria Geral da Justiça do Maranhão (CGJ-MA), o juiz auxiliar Francisco Reis Júnior destacou a atuação conjunta entre a Presidência do TJMA e a CGJ em torno dos objetivos estratégicos da instituição e ressaltou o desafio permanente de manter os elevados padrões de desempenho alcançados pelo Tribunal.

Presidência e Corregedoria olham juntos para o mesmo objetivo. Alcançar o selo Diamante foi difícil, mas manter esse desafio é redobrado, porque as metas se atualizam. Nesse momento, temos a oportunidade de entender o que estamos efetivamente fazendo”, salientou Francisco Reis Júnior.

O magistrado também chamou atenção para os desafios futuros do Judiciário maranhense e para o caráter democrático do processo de construção das metas nacionais. “Nós temos grandes desafios. Quando se está em uma gestão democrática, como no ato de discutir as metas do Poder Judiciário para o ano de 2027, o mais importante não é o voto, mas a deliberação. É quando eu permito que um servidor lá de Carutapera ou de Tasso Fragoso, por exemplo, possa vir aqui e fecundar propostas”, frisou Francisco Reis, destacando a importância de ouvir diferentes unidades e regiões do estado na definição das prioridades estratégicas do Judiciário.

A programação contou ainda com exposições do juiz Márcio Brandão, da servidora Bianca Soares e do servidor Maycon Corrêa Silva, que abordaram aspectos técnicos do planejamento estratégico, da metodologia de construção das metas e da importância da participação coletiva para o aperfeiçoamento da gestão judiciária.

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