A Escola Superior da Magistratura do Estado do Maranhão (ESMAM) realizou, nesta terça-feira (10), no auditório da Associação dos Magistrados do Maranhão (AMMA), a cerimônia de premiação do 3º Concurso Nacional de Artigos em Homenagem ao Desembargador Milson Coutinho. O evento reuniu a magistratura, pesquisadores(as), integrantes do sistema de justiça e público externo para reconhecer produções acadêmicas voltadas ao aprimoramento do Poder Judiciário.
Compuseram a mesa de abertura a diretora da ESMAM, desembargadora Sônia Amaral; o magistrado Douglas Lima da Guia, representando a AMMA; o secretário geral da ENFAM e conferencista, Ilan Presser; e representando a Comissão Organizadora do Concurso o professor Marco Cruz, da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA).
Durante a cerimônia,a desembargadora Sônia Amaral ressaltou a relevância da iniciativa para o fortalecimento da produção científica no âmbito do Judiciário. Segundo a diretora, o concurso já se consolidou como uma tradição da instituição pela qualidade técnica dos trabalhos apresentados.

“A Escola sempre teve a preocupação com a qualidade técnica dos artigos, que têm o propósito de subsidiar decisões e escolhas do Tribunal de Justiça na busca por soluções para questões que se apresentam como mais urgentes”, afirmou.
De acordo com a desembargadora, o concurso tornou-se um dos pontos centrais da gestão da escola judicial, ao estimular pesquisas capazes de contribuir para o aperfeiçoamento da prestação jurisdicional.
A solenidade foi aberta com a conferência “Pensar o Direito hoje para construir o Judiciário amanhã – o papel das escolas judiciais no fomento à pesquisa, formação de novos talentos e construção de políticas judiciais transformadoras”, ministrada pelo juiz federal Ilan Presser. Em sua exposição, o magistrado destacou a importância da pesquisa aplicada ao Judiciário para orientar transformações institucionais e fortalecer a relação entre a Justiça e a sociedade.

“A partir da pesquisa empírica aplicada ao Judiciário, é possível apontar caminhos para a transformação da magistratura e do próprio Poder Judiciário, transformar a própria sociedade e nos conectar mais em termos de prestação de contas, de esperança que a sociedade tem no Poder Judiciário, fortalecendo a concretização do Estado Democrático de Direito”, destacou.
PREMIAÇÃO
Durante o evento, foram apresentados os artigos classificados em primeiro lugar nos sete eixos temáticos do concurso. Em seguida, os autores e autoras receberam certificados e premiações. Ao todo, os vencedores e vencedoras das sete categorias receberam prêmios em dinheiro que somam R$ 70 mil. As primeiras colocações de cada eixo foram premiadas com R$ 5 mil, além de passagens e diárias custeadas para participação na cerimônia. Os segundos e terceiros lugares receberam R$ 3 mil e R$ 2 mil, respectivamente, enquanto os quartos e quintos colocados receberam certificados de menção honrosa concedidos pela ESMAM.
O concurso teve como objetivo fomentar a pesquisa interdisciplinar sobre temas relacionados ao sistema de justiça, sociedade, gestão e inovação. Os trabalhos inscritos foram organizados em sete áreas: Direito Processual Civil; Direito Penal e Processual Penal; Direito, Administração Pública e Poder Judiciário; Direito Digital e novos cenários tecnológicos; Direito e Sustentabilidade; Direito e Economia; e Direito da Antidiscriminação e da Paridade de Gênero.
Antes da entrega oficial dos certificados e premiações, os autores dos artigos classificados em primeiro lugar em cada uma das categorias apresentaram suas pesquisas ao público, promovendo reflexões sobre o papel das escolas judiciais na construção de uma cultura institucional orientada pela pesquisa, inovação e excelência.
Lista dos artigos apresentados:
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