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Judiciário do Maranhão realiza visitas técnicas ao sistema prisional de Santa Catarina e Paraná

Publicado em 16 de Jul de 2026, 10h33. Atualizado em 16 de Jul de 2026, 10h37
Por Michael Mesquita

A juíza Anelise Reginato, titular da 1ª Vara da Comarca de Coroatá, realizou mais uma rodada de visitas ao sistema prisional do Paraná e Santa Catarina, com o objetivo de conhecer as políticas públicas aplicadas em unidades desses estados. De acordo com a magistrada, a ideia é absorver modelos de parcerias e adotar práticas semelhantes em unidades do Maranhão. Desta vez, a juíza, acompanhada de uma comitiva enviada pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Maranhão (SEAP), visitou no Paraná os complexos de Ponta Grossa e Piraquara, Francisco Beltrão, e a Diretoria-Geral em Curitiba, e, posteriormente, Chapecó e Florianópolis, em Santa Catarina.

Na passagem por Santa Catarina, o grupo foi recebido pela Secretaria de Estado de Justiça e Reintegração Social (SEJURI), iniciativa voltada à apresentação das ações de trabalho, educação e reintegração social desenvolvidas pela Polícia Penal. A delegação, além de Anelise Reginato, contou com o secretário adjunto de Trabalho e Renda Prisional, Antônio Felipe Gomes Duarte de Farias, o secretário-adjunto de Modernização e Articulação Institucional, Bruno Luiz Salles Teixeira, a secretária-adjunta de Atendimento e Humanização Penitenciária, Kelly Cristina Carvalho Soares, o gestor de Polícia Penal, Ricardo Delmar Batalha Carneiro, e pelo secretário-adjunto de Atividades Meio, Luciano Valporto de Carvalho.

Como parte da programação, foi realizada uma visita ao Complexo Penitenciário de Chapecó. Em seguida, o grupo conheceu o trabalho desenvolvido na Penitenciária de São Pedro de Alcântara, na Grande Florianópolis, onde foi recepcionado pelo diretor-geral da Polícia Penal, Maicon Ronald Alves, pelo diretor do Complexo Penitenciário do Estado de Santa Catarina, Flávio Brasil Ganciné, e pelo superintendente da Regional da Grande Florianópolis, Kelvyn Diehl.

MODELOS NO TRABALHO PRISIONAL

Lá, foi apresentada a estrutura destinada às empresas instaladas na unidade, o funcionamento dos convênios com a iniciativa privada e o modelo de gestão que possibilita o desenvolvimento das atividades laborais no ambiente prisional. “Aqui no Maranhão, a mão de obra carcerária acaba trabalhando para o serviço público. Só que isso não é o ideal. O que é feito em Goiás, Paraná e Santa Catarina, estados que a gente visitou, é que quem trabalha com o sistema penitenciário são as empresas”, observou a magistrada.

E continuou: “Aplicando esse modelo desses estados, é possível que seja pago um montante para o Estado para ajudar a incrementar a atividade da Polícia Penal. E isso é excelente. Estou buscando parceiros privados para celebrar termo de cooperação com a Polícia Penal do Maranhão”, finalizou Reginato, frisando que o objetivo é ter o Maranhão como referência no trabalho prisional. As visitas ocorreram no início de julho.

Assessoria de Comunicação
Corregedoria Geral da Justiça
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