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Judiciário de Colinas realiza duas sessões de julgamento

Publicado em 14 de Mai de 2026, 9h32. Atualizado em 14 de Mai de 2026, 12h32
Por Michael Mesquita

O juiz Sílvio Alves Nascimento, titular da Comarca de Colinas, presidiu nesta semana duas sessões do Tribunal do Júri. Os julgamentos, realizados nos dias 12 e 13 de maio no salão do Tribunal do Júri do Fórum de Colinas, apresentaram como réus Francélio Andrade de Souza e Rafael da Silva Avelar, respectivamente. Sobre o primeiro caso, Francélio estava sendo acusado de ter matado Raimundo Wilson de Novaes Feitosa, fato ocorrido em 2 de agosto de 2020. O Conselho de Sentença absolveu Francélio.

De acordo com a denúncia, Raimundo Wilson foi morto com um tiro de espingarda, que teria sido disparado por Francélio. Em depoimento, uma testemunha relatou que, no dia dos fatos, estava em casa, quando teria ouvido disparos de arma de fogo vindo da rua. Ao sair da residência, percebeu que um primo seu estava baleado e que o autor do tiro teria sido Francélio. No momento da ação, estava acontecendo uma comemoração entre jogadores de futebol no seu terreno, quando Raimundo Wilson chegou ao local bêbado, armado com uma faca e provocando algumas pessoas que estavam no ambiente, inclusive o denunciado Francélio, com quem tinha uma rixa.

DESCLASSIFICAÇÃO

Na segunda sessão, o Conselho de Sentença desclassificou o crime de tentativa de homicídio, passando o julgamento para a responsabilidade do juiz. O réu foi considerado culpado e recebeu a pena de 2 anos de reclusão. “Substituo a pena privativa de liberdade por duas restritivas de direito, quais sejam: prestação de serviço à comunidade, cujas condições serão fixadas pelo Juízo da Execução Penal e multa, que arbitro em 05 (cinco) salários mínimos, ao tempo do pagamento a favor do Fundo Penitenciário Nacional. Em razão disso, deixo de suspender condicionalmente a pena privativa de liberdade”.

Sobre o caso, foi apurado que Rafael, com o auxílio de seu pai, teria efetuado disparo de arma de fogo na tentativa de matar Rivaldo Silva de Sousa. O motivo teria sido uma dívida de 30 reais, referente à venda de um passarinho. A vítima teria, ainda, sofrido ameaças de morte praticada por Rafael, que, em depoimento à polícia, confirmou que efetuou o disparo. Duas testemunhas teriam presenciado o fato e confirmaram que Joel, pai de Rafael, teria ligado para o filho, pedindo sua presença com uma arma de fogo.


Assessoria de Comunicação
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