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Judiciário de Arame realiza três sessões do júri em dois dias

Publicado em 13 de Abr de 2026, 10h55. Atualizado em 13 de Abr de 2026, 11h00
Por Michael Mesquita

O Poder Judiciário da Comarca de Arame realizou na última semana três sessões do Tribunal do Júri, sendo uma no dia 7 de abril e duas no dia 8 de abril. Os julgamentos foram presididos pelo juiz Rafael de Lima Sampaio Rosa e ocorreram na Câmara de Vereadores de Arame. Na primeira sessão, o réu foi José Pereira Sousa. Ele estava sendo julgado sob acusação de, em companhia de uma terceira pessoa, ter matado Antônio Gonçalves Albuquerque e ter tentado matar Luís Lopes da Silva. Os fatos aconteceram em 1º de fevereiro de 2004.

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Conforme a denúncia, o crime teria sido encomendado por dois homens e aconteceu por causa de três cabeças de gado. À época, cada um dos executores teria recebido o valor de 4 mil reais pela empreitada criminosa, sendo dois mil para cada um. No dia do crime, os denunciados teriam se levantado cedo, dizendo a um dos funcionários da fazenda que iam caçar cotias. Contudo, foi apurado que eles fizeram tocaia, atingindo a vítima pelas costas. A outra vítima foi atingida no braço. José Pereira Sousa foi considerado culpado pelo Conselho de Sentença e recebeu a pena de 16 anos de prisão.

DERRUBOU A BEBIDA

No dia 8 de abril, pela manhã, foi julgado o réu Josean Aureliano, que estava sendo acusado de, em 13 de abril de 2025, no povoado Vila Branca, ter matado Edison Ferreira de Brito. A polícia apurou em inquérito que o denunciado e a vítima encontravam-se na mesma localidade ingerindo bebidas alcoólicas quando, Edison Ferreira derrubou a bebida do denunciado, dando início a uma confusão. Após o desentendimento, a vítima se retirou do local e se dirigiu a uma residência na frente do evento. Posteriormente, Josean teria ido até a vítima, que estava sentada na calçada. Ele teria acertado um golpe de faca em Edison, que morreu no local. Ao final do julgamento, Josean recebeu a pena de 18 anos e nove meses de prisão.

JÚRI ANTECIPADO

A terceira sessão estava marcada para acontecer no dia 9 de abril, mas, de comum acordo entre as partes e com vistas ao melhor planejamento da pauta, o júri foi antecipado em um dia, ocorrendo na tarde do dia 8. Na oportunidade, foi julgada Claudiana Alves de Araújo, acusada de tentar matar Rayla Oliveira, sua ex-companheira, fato ocorrido em 4 de junho de 2020. Segundo o inquérito, a polícia recebeu uma denúncia de que estava ocorrendo uma confusão no hospital municipal. Chegando no local, os policiais encontraram a vítima com varies cortes e lesões pelo corpo, que teriam sido causadas pela denunciada.

Rayla afirmou que estava em frente a uma residência, quando chegou sua ex-companheira dizendo que estava precisando da certidão de nascimento do seu filho para realizar um procedimento no hospital. Narrou que, ao virar para ir buscar o documento, teria sido surpreendida com um golpe de faca na parte de trás da sua cabeça. Logo em seguida, ao virar de frente para a denunciada, teria sido novamente atingida, no rosto e no braço. Durante o julgamento, o crime foi desclassificado para lesão corporal. Claudiana recebeu a pena definitiva de 3 anos e meio de reclusão, a ser cumprida, inicialmente, em regime semiaberto.

Assessoria de Comunicação
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