O Poder Judiciário de Coroatá, representado pela juíza Anelise Nogueira Reginato, titular da 1ª Vara, integrou, de 30 de março a 2 de abril, uma comitiva com o objetivo de visitar unidades penais no Paraná e conhecer seus trabalhos de ressocialização. A magistrada responsável pela execução penal em Coroatá destacou que a ideia é adaptar essas ações à realidade maranhense e garantir que os internos retornem à sociedade mais preparados.
Além da juíza, integraram a comitiva representantes da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), do setor do Fundo Penitenciário, de unidades penais federais e integrantes da Divisão de Produção e Desenvolvimento da Polícia Penal do Paraná. Dentre as unidades visitadas, Anelise citou a Penitenciária Estadual de Francisco Beltrão, que fica no sudoeste do Paraná.
Na unidade, a comitiva foi recepcionada pelo diretor-adjunto da Polícia Penal do Paraná, Maurício Ferracini. A agenda teve como objetivo apresentar o modelo paranaense de parcerias com a iniciativa privada, com destaque para a estrutura implantada na unidade de Francisco Beltrão, que conta atualmente com 806 pessoas privadas de liberdade (PPL) inseridas em canteiros de trabalho, sendo 704 delas em empresas instaladas dentro da própria unidade.
ACOMPANHANDO DE PERTO
Na unidade, a juíza verificou que os apenados atuam diretamente na linha de produção, recebendo remuneração e o benefício da remição de pena — a cada três dias trabalhados, um dia é reduzido da condenação. Outras unidades de destaque visitadas pela comitiva ficam em Cascavel, no Oeste do Paraná. Na Penitenciária Estadual Thiago Borges de Carvalho, o grupo acompanhou a produção de blocos de concreto feita por detentos, utilizados na própria estrutura do sistema prisional. A iniciativa faz parte de uma parceria com o Governo Federal.
Em Cascavel, as unidades são consideradas referência no Programa de Capacitação Profissional e Implantação de Oficinas Permanentes (Procap), que busca promover a ressocialização por meio da qualificação profissional. Além da produção de concreto, os detentos também atuam na confecção de uniformes utilizados nas penitenciárias da região. Novas frentes de trabalho devem ser implantadas, como serralheria e fabricação de alambrados. Foram visitadas, ao todo, 11 unidades prisionais paranaenses.


EXPERIÊNCIAS MARANHENSES
Para a viagem, a juíza levou peças de artesanato, sacolas feitas de material reciclado e pacotes de macarrão, tudo produzido pelos detentos maranhenses. Alguns desses produtos são produzidos por meio do programa “Trabalhando com Dignidade”, desenvolvido pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária, que tem como objetivo oferecer ocupação produtiva a internos do sistema prisional, contribuindo para a redução da reincidência criminal e para a construção de novas perspectivas de vida.
“A visita teve como objetivo maior acompanhar e conhecer pessoalmente os projetos em andamento, que são referência nacional, e fortalecer iniciativas que incentivam o trabalho e a qualificação profissional dentro do sistema prisional”, disse Anelise Reginato, frisando a importância da troca de experiências.


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