TJ inicia implantação de metodologia que reduz custos em obras

A metodologia BIM reúne diversas informações de uma construção, apontando erros e evitando o retrabalho
23/06/2022
Glaucilene Oliveira

Imagine a possibilidade de construir virtualmente um prédio, antes de iniciar as obras, para visualizar todos problemas com antecedência e discutir possíveis soluções entre todos os especialistas envolvidos. Trata-se de uma tendência mundial viabilizada pela metodologia BIM (Building Information Modeling, traduzida como Modelagem da Informação da Construção), que o Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), por meio da Diretoria de Engenharia, está implantando para adotar nas obras públicas. 

Desde fevereiro participando de cursos dos softwares utilizados na metodologia BIM, a Diretoria iniciou nessa quarta-feira (22/06) mais uma etapa da implementação e implantação da metodologia durante um evento no auditório do Centro Administrativo, que foi a apresentação dos três projetos-pilotos os quais serão trabalhados pelos profissionais da Diretoria nesta nova fase.

O evento ocorreu com o apoio do ToadaLab, que possui um grupo de trabalho em atividade onde se deu início as discussões para implementação da ferramenta BIM, e contou com a participação de servidores e servidoras do Tribunal.

O diretor de Engenharia do TJMA, Luiz Claudio Patricio Lima, abriu o evento destacando a importância da oportunidade para aperfeiçoar os profissionais quanto à metodologia BIM, tendo em vista, por exemplo, o preço do curso disponível no mercado.

“Essa reunião é de grande relevância para os profissionais da Diretoria de Engenharia e, particularmente, para o Tribunal de Justiça. Eu estava consultando em outros Tribunais, e poucos têm implantado a metodologia BIM, e ela é um ganho porque representa um melhor planejamento, acompanhamento e decisões dos projetos. Ela é uma inovação que chegou ao Brasil e temos que acompanhá-la”. 

O coordenador do ToadaLab, juiz Ferdinando Serejo, por videoconferência, explicou sobre a relação da metodologia BIM com a inovação, pontuando os resultados da cultura da inovação, como: solução de problemas com métodos melhorados para que os processos e criações sejam mais produtivos; melhoria e atualização contínua da instituição; redução de custos; e sintonia com o usuários foram algumas citadas. 

Finalizando, o instrutor Rogério Lima, que é diretor Acadêmico do Master Internacional em BIM Management e doutorando em Arquitetura pela Universidade de Lisboa, comentou sobre os benefícios com a adoção dessa nova metodologia, que está em processo de implementação, ou seja, da transição da forma tradicional, para método BIM.

“Gradativamente está se tornando uma metodologia obrigatória no país, seguindo ao que está acontecendo em diversos outros países. Então, o TJMA, em consonância com isso, também inicia seu processo de migração. Teremos muito ganho fazendo isso, não é simplesmente seguir uma lei, um decreto instituído de cima pra baixo, mas o conjunto de ganho em eficiência, produtividade, economia e redução de desperdício”, enfatizou Rogério Lima. 

PROJETOS-PILOTOS

O objetivo dos três projetos-pilotos é colocar em prática todos os conteúdos aprendidos até o momento sobre a metodologia BIM, bem como validar os novos fluxos e padrões e maior assertividade nas obras públicas, desde sua licitação, projeto, execução, custos e principalmente fiscalização. 

Para aproximar o conhecimento obtido com a realidade dos servidores e servidoras no Tribunal, serão realizados três projetos simultâneos em Santo Antônio dos Lopes, São Pedro da Água Branca e Gabinetes de desembargadores, os quais serão projetados por três equipes compostas por 14 pessoas em cada.

A metodologia BIM, além de reunir formatos tridimensionais de uma construção, oferece diversas informações. Ela informa todo o ciclo de vida da edificação, desde a concepção até a demolição, bem como colabora na troca de informações entre todos os profissionais envolvidos em uma obra referente a todas as disciplinas utilizadas em projetos e trabalhadas por distintos especialistas, como hidráulica, elétrica, paisagismo, administrativos, orçamentos e cronograma. 

A medida gera redução de erros, possibilitando o cumprimento de prazos e diminuição dos custos, apresentando-se como uma alternativa sustentável e como uma proposta de redução de impactos ambientais. 

REGULAMENTAÇÃO

A implementação atende a nova lei das licitações – Lei 14133/2021 – que prevê em seu art. 19, § 3º, a adoção do BIM nas licitações de obras e serviços de engenharia e arquitetura, bem como de forma antecipada a nível de órgãos Estaduais ao Decreto nº 10.306, de 2 de abril de 2020, no qual estabelece o uso da metodologia BIM na contratação e execução de projetos e obras de infraestrutura.

 

Com informações do site Engenharia 360

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