Vítimas de violência doméstica concluem cursos de empreendedorismo

AUTOESTIMA E AUTONOMIA DA MULHER
13/05/2022
Helen Barbosa

Quarenta mulheres vítimas de violência doméstica beneficiadas pelo Projeto “Elas por Elas Empreendedoras”, com a qualificação em cursos profissionalizantes oferecidos por meio de parceria institucional entre o Judiciário e sociedade local, foram diplomadas em cerimônia nesta quinta-feira, 12 de maio. 
 
A 2ª Vara da Comarca de Zé Doca fez a cerimônia de entrega dos certificados de participação às mulheres e voluntários do sistema de Justiça e empresários que colaboraram com as ações realizadas no período de 14 a 18 de março, que participaram dos cursos e oficinas profissionalizantes sobre empreendedorismo social e geração de pequenos negócios. 
 
O evento foi realizado pela juíza Leoneide Delfina Barros Amorim, titular da vara e coordenadora do projeto, com a participação do desembargador Cleones Cunha, coordenador da CEMULHER (Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica) do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA).
 
A juíza informou que a cerimônia marcou o encerramento da primeira fase do projeto - básica - que seguirá em julho, com a etapa intermediária, em julho, e a avançada, em setembro, quando deverão ser restabelecidas as parcerias e pactuados novos apoiadores. “A ideia é elevar a autoestima dessas mulheres, e ainda capacitar, com uma possível fonte de renda extra, as mulheres com filhos, para que possam trabalhar em casa, em profissões que estão em alta no mercado, com bastante procura, com baixos recursos para começar”, disse, satisfeita com os resultados do projeto.

 

Muheres e voluntários durante cerimônia de diplomação do projeto

PARCEIROS VOLUNTÁRIOS

Os cursos profissionalizantes e oficinas do projeto foram ofertados gratuitamente por voluntários das instituições e empresas parceiras, nas áreas de maquiagem, fotografia e modelagem, cozinha experimental e saudável, e gestão de mídias sociais. Durante as aulas, as mulheres também participaram de palestra motivacional, com o objetivo de reforçar a autoestima, e dicas de automaquiagem.
 
A Vara produziu e distribuiu uma cartilha educativa virtual com informações e depoimentos das mulheres para disseminar o propósito do projeto na comunidade e informar sobre os seus objetivos, além de material impresso, para divulgação da ideia entre o público-alvo das ações. 
 
Colaboraram na execução das ações na parceria institucional representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública,  Polícia Militar, religiosos das igrejas católica e evangélicas e empresas como “Avon”, “Maranhão Motors” e “Baú das Festas”, servidores e servidoras do sistema de Justiça e empresários, que foram homenageados em agradecimento.
 
Cada parceiro patrocinou uma atividade. A empresa de cosméticos ofereceu treinamento em técnica de vendas e oportunidade de emprego para mulheres interessadas em trabalhar com a marca, sem que elas precisassem  pagar pelo conjunto básico de material necessário, e forneceu como brindes que pudessem começar a revender  os produtos e obter participação nas vendas. A empresa motos bancou a produção do material publicitário do projeto. A casa de eventos “Baú das Festas” cedeu o espaço físico para a cerimônia de diplomação.
 
Maria Alencar Feitosa, Silma Lima de Amorim e Auricélia Pereira do Nascimento, representantes representante da Avon, apoiaram as ações e Bianca Batista, servidora do Ministério Público, deu aulas sobre mentoria em em fotografia e modelagem.

Des. Cleones Cunha (CEMULHER) foi homenageado pela juíza da 2ª Vara na cerimônia.

AUTOESTIMA E AUTONOMIA DA MULHER
 
A juíza Leoneide Amorim explicou que o projeto teve como objetivo contribuir para fortalecer a autonomia e independência das mulheres que são vítimas de violência doméstica e familiar contra a mulher na cidade, por meio do oferecimento de condições para o seu próprio sustento; além de inspirar iniciativas de apoio no pós atendimento das vítimas assistidas com medidas protetivas de urgência na Justiça.


“Nossa meta é elevar a autoestima das mulheres e fazer com que elas percebam seu talentos, fortalecendo a rede de proteção para o combate da violência e rompendo o ciclo de violência com as novas habilidades desenvolvidas”, explica a juíza.


 


JUSTIÇA PELA PAZ EM CASA
 
O projeto “Elas por Elas” é alinhado aos ideais do “Projeto Justiça pela Paz em Casa”, que integra a Política Judiciária Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres no Poder Judiciário nacional, desenvolvida pelo Supremo Tribunal Federal. 
 
É desenvolvido em todo o país, com a colaboração dos tribunais de Justiça, magistrados e servidores do Poder Judiciário, por meio de ações de capacitação e formação de mulheres em situação de vulnerabilidade social e vítimas de violência de gênero e promove a celeridade nos julgamentos de processos envolvendo casos de violência doméstica. 


 Assessoria de Comunicação
Corregedoria Geral da Justiça
asscom_cgj@tjma.jus.br

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