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Mafoane Odara coordenou a oficina de Gênero e Interseccionalidades (Foto: Josy Lord)

Mafoane Odara coordenou a oficina de Gênero e Interseccionalidades (Foto: Josy Lord)

DIREITOS | Questões de raça e gênero são discutidas em curso para servidores do Judiciário

12
ABR
2019

11:22

Profissionais das equipes multidisciplinares do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) participam, nesta sexta-feira (12) do curso “Gênero e Interseccionalidades”. A formação é ministrada por Mafoane Odara Poli Santos - pesquisadora brasileira e ativista no âmbito do enfrentamento ao racismo, violência de gênero e garantia dos direitos das mulheres.

A formação foi organizada pela pela Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (CEMULHER-TJMA), com o apoio da Escola Superior da Magistratura do Maranhão (ESMAM).

“Estamos diante de uma colaboradora brilhante, com um trabalho social que orgulha o País, por seu engajamento como mulher, negra e militante das causas sociais ”, destacou o desembargador Froz Sobrinho, diretor da escola judicial. 

A FORMADORA

Mafoane foi convidada pela Coordenadoria por sua vasta experiência como mestre em Psicologia do Departamento de Psicologia Social da Universidade de São Paulo, com atuação no Núcleo de Estudos de Prevenção da Aids (Nepaids-USP) nas áreas de juventude, saúde, gênero e raça.

A ativista coordena a área de enfrentamento à violência contra as mulheres do Instituto Avon e integra a Rede pela Diversidade da Avon e a Diretoria do Fundo Brasil de Direitos Humanos. Tem se dedicado ao apoio e aprimoramento de iniciativas sociais e serviços públicos relacionados ao enfrentamento da violência doméstica e a consolidação de programas de diversidade e direitos humanos, especialmente relacionados às questões de gênero e relações étnico-raciais.

"O papel do tribunal é buscar mais igualdade. Para garantir o direito de todos é preciso entender o direito de cada um, considerar as especificadas dos casos, quem está por trás daquela demanda. Servidores e magistrados devem instruir os processso com maior riqueza de detalhes sobre quem está demandando e qual a realidade em torno dos casos de violência contra a mulheres e negros", disse a pesquisadora.  

TEMÁTICA

No encontro, analistas de direito, psicólogos, assistentes sociais e comissários de menores discutiram, em oficinas temáticas, formas de abordagem em casos judiciais que envolvem violência baseada nas questões de raça e gênero.

A capacitação destacou temas como a colaboração com as organizações defensoras dos direitos das mulheres, avaliação de risco (riscos e letalidade), racismo, superação de defesas frequentes, trabalho com e para a vítima que não coopera, sensibilização de magistrados quanto ao comportamento da vítima e o empoderamento de vítimas sobreviventes.

“É muito importante para nós, que atuamos no Judiciário, julgar os casos levando em conta as intersecções que envolvem essas questões de raça, gênero, defesa dos direitos da mulher. Nesse curso, temos uma excelente oportunidade de discutir e aprimorar a nossa prática, disse a desembargadora ângela Salazar, presidente da CEMULHER.

Veja o àlbum do evento no Flickr Esmam TJMA

Comunicação ESMAM
(asscom@tjma.jus.br)
(98) 3198 4370 

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